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30 março, 2010

O Presente que há em ti!

Havia um homem sábio numa aldeia, que guardava o único poço de toda a região.

Um dia, um menino aproximou-se e perguntou:

-O que há lá dentro?

-Ali está Deus.

-Deus está escondido dentro deste poço?

-Está.

-Quero ver. Disse o menino desconfiado.

O homem pegou-o ao colo e ajudou-o a debruçar-se sobre a borda do poço.

Reflectido na água, o menino pode ver o seu próprio rosto.

-Mas este sou eu?

-Isso mesmo. Disse o homem, tornando a colocar delicadamente o menino no chão.

-Agora já sabes onde Deus está escondido.



(Desconheço autor)

26 março, 2010

Era uma vez…


Era uma vez uma ilha onde todos os diferentes sentimentos viviam:
a Felicidade, a Tristeza, o Saber, o Amor e todos os outros.
Um dia anunciaram aos sentimentos que a ilha ia afundar-se.
Então todos prepararam os seus barcos e foram embora.
Só ficou o Amor.
O Amor queria ficar até ao último momento.
Quando a ilha estava no ponto de afundar-se, o Amor decidiu pedir ajuda.
A Riqueza passou ao lado do Amor num luxuoso barco.
O Amor disse-lhe: “Riqueza podes levar-me contigo?”
“Não porque tenho muito dinheiro e ouro no meu barco.
Não tenho lugar para ti.”

Então o Amor perguntou ao Orgulho, que passava também num barco fantástico. “Orgulho, ajuda-me por favor?”
“Não te posso ajudar Amor. Estás todo molhado e podes estragar-me o barco.”
A Tristeza estava ao lado do Orgulho, então mais uma vez o Amor disse-lhe:
“deixa me ir contigo.”
“Oh Amor, estou tão triste que preciso estar sozinha!”
A Felicidade passou também ao lado do Amor,
mas estava tão feliz que nem ouviu o Amor chamar.
De repente uma voz diz: “Vem comigo Amor, eu levo-te.”
Era um velhote que falava.
O Amor sentiu que devia muito ao velhote e perguntou ao Saber.
“Quem me ajudou?”
“Foi o Tempo, respondeu o Saber
“O Tempo?” reflectiu o Amor;
“Mas porque me ajudou o Tempo?”
O Saber fez um sorriso e respondeu:
“Porque só o Tempo é capaz de compreender quanto o Amor é importante na vida ”
Autoria: Rodrigo Viana

23 março, 2010

Uma antiga história...




Uma antiga história dos monges do deserto fala de um velho malfeitor que se sentiu mal e, percebendo que estava a morrer, bateu à porta de um mosteiro.
“Deus terá misericórdia de mim”, disse o malfeitor ao monge que viera socorrê-lo. “Como podes estar assim tão certo?”, respondeu o monge. “Porque é o seu ofício”, replicou o malfeitor.

Moral da história: no Reino de Deus até um velho malfeitor pode fazer teologia… e dar-nos uma lição.

(Pe Amedeo Cencini, in O Pai Pródigo, ed. Paulinas)

19 março, 2010

O Crucifixo...




Um homem, numa rua estreita, olhava piedosamente para um crucifixo de madeira
exposto numa montra.
Estava tão atento que, durante alguns instantes, não notou que uma criança estava a
seu lado, também ela a contemplar.
Quando a viu, perguntou-lhe:
-Diz-me meu menino, sabes o que representa esta imagem?
A criança respondeu:
- Claro que sei. É Nosso Senhor. Mataram-no, crucificando-o numa cruz.
O homem felicitou-a:
- Muito bem. Vejo que conheces a vida de Jesus.
A criança respondeu:
- Foi minha mãe que me ensinou. Quando era muito novo, perguntei-lhe quem era
aquela pessoa pregada numa cruz. 
E foi ela que me disse que era Jesus. E ensinou-me a rezar-lhe.
O homem respondeu:
-Estou contente com as coisas que sabes. Adeus.
O homem continuou o seu caminho. Pouco depois sentiu que alguém corria atrás dele.
Olhou para trás. Era a criança. Ao chegar junto dele, parou e disse-lhe:
-Senhor, esqueci-me de dizer o mais importante:  
Jesus foi crucificado. Mas, três dias depois, Ele ressuscitou! 
Está vivo!...

18 março, 2010

Caminhar, com muletas…


Havia um país onde todos se tinham habituado a usar muletas para andar.
Desde crianças eram habituados a usar muletas.
Um dia, um jovem inconformista começou a pensar que poderia caminhar sem muletas e até mais rápido.
Expondo a sua ideia aos adultos, começaram a chamá-lo de louco, porque sem o suporte iria cair imediatamente.
O jovem não desistiu da sua ideia e foi consultar um ancião que lhe parecia mais sábio. Este também lhe disse:
Os nossos antepassados sempre andaram com muletas. Na nas nossas bibliotecas existem imensos livros de valor que falam das vantagens das muletas.
Temos um museu que até guarda as muletas mais valiosas do passado.
Deixa-te de ideias loucas e caminha como nós.
O jovem desanimado não desistiu.
Um dia experimentou caminhar sem o seu par de muletas, mas caiu imediatamente.
Os músculos das pernas estavam atrofiados, porém, não desistiu da sua ideia.
Aos poucos foi adquirindo segurança e após algum tempo corria velozmente.

(Desconheço autor)

Esta história merece uma breve reflexão:

1º vamos tentar identificar as nossas muletas
2º o jovem da história não desistiu de pôr de lado as muletas…

09 março, 2010

A Doçura


O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que nascia tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, o rio foi tomando volume e, bem mais adiante, dividiu-se em dezenas de cachoeiras, num espectáculo de águas.

O som das águas atraiu o viajante, que foi descendo pelas pedras ao lado de uma das cachoeiras. Ali, finalmente descobriu uma gruta. Com paciência, a natureza criara caprichosas formas. O viajante foi entrando e admirando as rochas gastas pelo tempo.

De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos:

"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura e delicadeza. 
Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir".

Assim também acontece na nossa vida.
Muitas vezes agimos de maneira agressiva e violenta com as dificuldades que aparecem.
Se nos abandonarmos nas mãos de Jesus e deixar que Ele coloque a mão sobre as tormentas do nosso dia-a-dia, sentiremos a suavidade de seu Amor a conduzir o nosso caminho.

(desconheço autor)

07 março, 2010

Pedras no caminho



Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo...
E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
tornar-se um autor da própria história...

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma...

É agradecer a Deus cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'!
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta...

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

Saber fazer silêncio!


O silêncio! No meio do burburinho citadino e diário, nesta sociedade cheia de ruídos, cada vez é mais difícil apreciar o precioso silêncio. Até parece que as pessoas têm medo do silêncio! Uma pequena e conhecida história de quatro monges convida-nos a meditarmos sobre este tema.


"Quatro monges decidiram caminhar juntos em silêncio durante um mês. O primeiro dia correu maravilhosamente. Mas, passado o primeiro dia, um dos monges disse:
- Estou com dúvidas se fechei a porta antes de sair do mosteiro.
E disse um outro:
- Estúpido! Tínhamos decidido guardar silêncio durante um mês, e tu vens quebrá-lo assim sem mais?
Então disse o terceiro:
- E tu? Também acabas de o romper!
O quarto monge disse:
- Graças a Deus, sou o único que não falei!" 
 (FERREIRA, Pedrosa - Educar contando. Porto: Edições Salesianas; 1997)
 


O silêncio é necessário. Ele é presença e não ausência.
Não há que ter medo do silêncio.
O silêncio, iluminado pelo Evangelho, é essencial na nossa vida.

04 março, 2010

Os milagres de que não damos conta...


Conta-se do grande pensador e filósofo francês Blas Pascal que certo dia marcou um encontro com um amigo num castelo, no alto de uma colina. Depois de um grande espaço de tempo em que o esteve esperando, este chegou com o rosto desfigurado, a roupa rota e o corpo cheio de contusões e feridas.
     - Que te sucedeu? - perguntou Pascal.
     - Não imaginas o milagre que Deus me acaba de fazer! - replicou o amigo. Quando vinha para cá, o meu cavalo resvalou à beira de uma ladeira. Eu caí e fui rodando e deslizando e detive-me precisamente à beira do precipício. És capaz de imaginar o que foi isto? Que grande milagre Deus me acaba de fazer!
     Ao que Pascal respondeu:
     - E que milagre me acaba de fazer Deus a mim, que quando vinha para cá nem sequer caí do cavalo!
     Quantos milagres faz Deus todos os dias por nós. Milagres que nunca vemos e de que nem sequer damos conta.
in Almanaque Boa Nova 2008