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25 maio, 2010

A maçã e a pérola

Todas as manhãs o rei poderoso e rico de Bengodi recebia as ofertas dos seus súbditos. No meio dos outros, sempre pontual, aparecia também um mendigo silencioso, que trazia ao rei uma maçã. Depois retirava-se. O rei, habituado a melhores presentes, aceitava a oferta, mas logo que o mendigo virava costas começava a zombar dele, seguido por toda a corte. O mendigo não desanimava. Voltava em cada manhã com a sua oferta. O rei aceitava-a e punha-a numa cesta ao lado do trono. A cesta continha todas as maçãs trazidas pelo mendigo com gentileza e paciência. Por fim, já transbordava.


Um dia o macaco predilecto do rei pegou num daqueles frutos e deu-lhe uma dentada. Depois deitou-o fora aos pés do rei: O soberano, surpreendido, viu no coração da maçã uma pérola brilhante. Maravilhado, o rei mandou chamar o mendigo e interrogou-o. "Trouxe-vos todas estas ofertas, Majestade", respondeu o homem, "para vos fazer compreender que a vida vos oferece todas as manhãs um dom extraordinário que esqueceis e deitais fora, porque estais rodeado de demasiadas riquezas. "


Autor desconhecido

19 maio, 2010

PAZ PROFUNDA

     Havia um Rei que ofereceu um grande prémio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda.
     Muitos artistas apresentaram suas telas.
     O Rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.
     A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se reflectiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um Paraíso muito azul com ténues nuvens brancas.
     Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela reflectia a Paz Profunda.
     A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um Paraíso tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com relâmpagos e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico.
     Mas, quando o Rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, em meio ao ruído da violenta turbulência da água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho... Em Profunda Paz!

     O Rei escolheu a segunda tela e explicou: — PAZ PROFUNDA não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo para realizar ou livre das dores e das tentações da encarnação. PAZ PROFUNDA significa que, apesar de se estar em meio a tudo isso, permanecemos calmos e confiantes no SANTUÁRIO SAGRADO do NOSSO CORAÇÃO. Lá encontraremos a Verdadeira PAZ PROFUNDA. Em SILENCIOSA MEDITAÇÃO.

16 maio, 2010

O Umbigo


A natureza está de parabéns por ter dado a cada ser humano o seu umbigo. O umbigo recorda-nos os primeiros meses da nossa vida, em que dependíamos da nossa mãe. Experiência de protecção, de gozo, de ‘calor’, quase o ‘céu’ na terra. Experiência também de pobreza, de dependência, de falta de autonomia e de liberdade pessoal. Estava-se tão bem dentro do ‘útero’ materno. Talvez por isso o ser humano seja tão obcecado por passar a vida, ou pelo menos parte da vida, a ‘olhar’ para o seu próprio umbigo. Nos momentos de tristeza, de desespero, regressamos frequentemente à contemplação do mítico passado uterino e enrolamo-nos. O umbigo é algo amigável, misterioso, fraternal.
         Nos últimos anos, a moda juvenil pôs os umbigos na rua. E o ser humano reforçou o lado umbilical da sua existência, convencido que não há melhor umbigo do que o seu. Muitas vezes, o factor determinante nas decisões humanas não é nem a inteligência, nem os sentimentos, nem sequer o estômago. O umbigo tem assumido o papel de motor afectivo nas decisões, criando em cada um a ilusão de que o ideal da própria auto-estima é fazer com que todas as coisas e sobretudo as outras pessoas girem em torno de si.
         Olhar de perto o umbigo impede o olhar em direcção aos outros, de conhecer outros e novos mundos. O mundo torna-se pequenino e o horizonte mesquinho. Provavelmente, Deus não imaginava que o ser humano passaria tanto tempo a olhar o seu umbigo e lhe daria tanta importância. Se nos voltasse a criar, desconfio que nos poria o umbigo na testa. Assim teríamos que olhar mais para o umbigo do outro do que para o próprio. E Deus terá umbigo? Arrisco a dizer que não, uma vez que Ele vive a sua existência a olhar não para Si mas para os outros.
Desconheço autor

11 maio, 2010

A Árvore e a Flor


Uma árvore com vários anos de existência, vivia numa grande planície. Ao seu redor floriam pequenas flores. Uma das flores perguntou um dia à grande árvore:
- Olha lá... sob que luz trabalham os pastores em seus pastos de planícies verdejantes?
- Sob que luz? Que pergunta… – Retorquiu-lhe a grande árvore.
- Sim. Sob que luz? Não poderão trabalhar eternamente na contemplação do sol, das estrelas, do luar, do fogo?
- Trabalham sob a luz do astro Sol. – Respondeu-lhe a grande árvore?
- E quando a luz do sol deixar de existir na terra? – Perguntou novamente a flor.
- Talvez nesse instante se apercebam da sua ausência e tenham que trabalhar à luz do luar, da estrelas, do fogo que arde, da chama que alumia a noite…
A flor como era muito curiosa, estava preocupada pela não comparência dos seus amigos pastores se caso não existisse o sol, o luar, o fogo… algo que lhes pudesse iluminar o caminho. Não queria deixar de poder ver as ovelhas que alegremente nos campos corriam, os pastores que seguiam… Se não existisse luz para os iluminar, que seria de suas vidas. Permaneceriam no vazio, na eterna noite, sem luz, nem guia?
Estando preocupada voltou a questionar a grande árvore:
- E quando nenhuma luz existir?
- Tu és sempre assim. Que perguntas fazes tu pequena flor! Não sei o que respondo é o mais certo. O que penso é o que te digo… Penso que quando o sol, a lua, o fogo e tudo mais que possa ser luz no caminho dos pastores e das suas ovelhas se extinguir, os próprios, terão descoberto a luz que imana de si mesmos. Poderão caminhar com a sua própria luz, a luz da interioridade armazenada. Com a luz que conseguiram armazenar no seu interior enquanto pastoreavam as suas ovelhas, durante anos. Sabes pequena flor, no jardim florido, nos prados verdejantes que a meus pés te colocas, a alegria brotará sempre de cada pastor, de cada ovelha, deles emergem experiências de vidas únicas. Olhares contemplativos que vivem em plenitude! Plenitude que liberta, enche e não esvazia.












(Desconheço autor)

02 maio, 2010

Dia da Mãe!


Chegou a hora da criança nascer.
Antes, porém, ela foi ter com Deus e disse-lhe:
-Senhor, estou aqui tão bem!
Deus disse-lhe:
-Mas também estarás muito bem na Terra!
A criança perguntou:
-E como irei entender a estranha língua que falam ali?
- O teu anjo dir-te-á as palavras mais doces e ternas que possas escutar, e carinhosamente te ensinará a falar.
-Sim, Senhor Deus, mas que farei quando quiser falar contigo?
-O teu anjo te juntará as mãozinhas e te ensinará a rezar, e então podes falar-me através de orações.
-Mas eu ouvi dizer que existe muita maldade na Terra. E quem me defenderá?

-O teu anjo te protegerá, arriscando a sua própria vida.
-Mas Senhor, estarei triste porque não te posso ver.
-O teu anjo falar-te-á de mim e ensinar-te-á o caminho para chegares até mim, embora eu esteja sempre ao teu lado.
Uma grande paz reinava no Céu. Já se ouviam vozes terrestres e a criança repetia a soluçar:
-Senhor como se chama o meu anjo?
Deus respondeu:
-Não interessa o seu nome.
Tu apenas lhe chamarás Mamã!

Lição: Domingo, o dia da Mãe! Palavras para quê?
Feliz dia a todas as mães!...