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14 dezembro, 2010

O Rio da vida

Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.
Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano sujo, por onde devia passar.
Olhou então para Deus e protestou:
"Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor obriga-me a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?"
Deus respondeu:

"Isso depende da tua maneira de encarar o pântano. Se ficares com medo, vais diminuir o ritmo do teu curso, dará voltas, e inevitavelmente, acabarás misturando as tuas águas com as do pântano, o que tornará igual a ele. Mas se o enfrentares com velocidade, com força, com decisão, as tuas águas se espalharão sobre ele, a humidade se transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direcção ao oceano. Aí tu te transformarás em mar!"

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Assim é a vida.

Muitas vezes engatinhamos nas mudanças. Quando ficamos assustados, paralisados, pesados, tornamos-nos tensos e perdemos a fluidez e a força.

É preciso entrar a valer nos PROJECTOS DA VIDA, ATÉ QUE O RIO SE TRANSFORME EM MAR.

Se passarmos a vida toda evitando sofrimento, também acabaremos evitando o prazer que a vida oferece.

Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los.
Há tesouros guardados numa praia deserta, numa noite estrelada, numa viagem inesperada, num salto de asa-delta...

O importante é ir ao encontro deles, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.
Não procure o sofrimento, mas se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.
Arrisque, ouse, avance na vida. Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

(desconheço o autor)

08 dezembro, 2010

A Estrela da Esperança...


Hoje vou contar uma história tirada do baú da grande tradição hebraica. É uma história que fala de estrelas e de esperança, daquilo que as estrelas e a esperança têm a ver connosco. Somos frágeis e pequenos, e é sempre bom aprender a levantar os olhos para o céu e baixá-los sobre o coração.

Era uma vez milhões e milhões de estrelas espalhadas pelo céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, amarelas, prateadas, cor-de-rosa, vermelhas, azuis… Um dia foram à procura de Deus, Senhor de todo o universo, e disseram-lhe: «Senhor, gostaríamos de viver na terra, no meio dos homens». «Seja como quereis», respondeu Deus. «Podeis descer à terra. Conservar-vos-ei pequeninas, como sois vistas pelos homens».

 Conta-se que, naquela noite, houve uma deslumbrante chuva de estrelas. Acoitaram-se umas nas montanhas, enquanto outras se instalaram no meio dos brinquedos das crianças. Certo é que a terra ficou maravilhosamente iluminada.

Algum tempo depois, porém, as estrelas resolveram abandonar a terra, e voltaram para o céu. A terra ficou outra vez escura e triste. «Por que voltastes?», perguntou Deus. Então as estrelas responderam: «Senhor, não aguentámos permanecer no meio de tanta miséria, violência, guerra, fome, doença, morte». Ao que Deus terá retorquido: «Tendes razão, estais melhor aqui no céu, em que tudo é sossego e perfeição, ao contrário da terra em que tudo é transitório e mortal».

Depois de todas as estrelas se terem apresentado e de ter conferido o seu número, Deus anotou: «Mas falta aqui uma estrela; ter-se-á perdido no caminho?» Ao que um anjo, que estava por perto, respondeu: «Houve uma estrela que resolveu ficar na terra, porque pensa que o seu lugar é exactamente no meio da imperfeição, onde as coisas não correm bem». «Mas que estrela é essa?», perguntou novamente Deus. E o anjo respondeu: «por coincidência, Senhor, era a única estrela daquela cor». «Qual é a cor dessa estrela?», insistiu Deus. O anjo respondeu: «Essa estrela é verde, da cor da esperança».

Olharam então para a terra, mas a estrela verde, da esperança, já não estava só. A terra estava outra vez iluminada, com luzes em todas as janelas, porque ardia uma estrela no coração de cada ser humano. A esperança, diz a tradição hebraica, é o único sentimento que o ser humano possui, e Deus não, porque, conhecendo o futuro, Deus já não espera. A esperança é própria do ser humano, que é imperfeito, que erra e que não sabe como será o dia de amanhã.
                  - Sê tu essa ESTRELA, A ESPERANÇA!