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21 maio, 2011

O Horizonte...


Certa vez alguém chegou ao céu e pediu para falar com Deus. Segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido. Deus atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na criação.



-Senhor, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser, mas, no meu ponto de vista, tem uma coisa que não serve para nada.


-E que coisa é essa que não serve para nada? - perguntou Deus.


- É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em sua direcção, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Isto não faz sentido! O horizonte não serve para nada.


Deus sorriu e disse:


- Mas é justamente para isso que serve o horizonte... para fazê-lo caminhar e nunca desistir de lutar pelo amanhã.

Autor desconhecido

05 janeiro, 2011

Que caminhos percorremos?



Um dia um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar ao seu pasto. Sendo um animal irracional, abriu uma tortuosa rota, cheia de curvas, subindo e descendo colinas. No dia seguinte, outro animal que passava por ali, usou a mesma rota torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez do carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela rota torta.



Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saiam, viravam à direita, à esquerda, reclamando - até com um pouco de razão - mas não faziam nada para mudar a trajectoria. Depois de tanto uso, o caminho acabou numa estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em 3 horas a distância que poderia ser vencida no máximo, em uma hora.


Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo. Posteriormente, a avenida principal da cidade. Logo a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma rota torta feita pelo bezerro, centenas de anos antes.


Os homens têm a tendência de seguir, como cegos, por caminhos feitos por outros, muitas vezes inexperientes, e, esforçam-se a repetir o que os outros já fizeram. E a velha floresta, do alto de sua sabedoria, ria daquelas pessoas que percorriam a rota como se fosse um único caminho, sem se atrever a mudá-lo.


A propósito, qual é o teu caminho? O dos outros?...

03 outubro, 2010

A felicidade é o caminho!



Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver - um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria...
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar...
até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, primavera, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Felicidade é uma viagem, não um destino.

16 maio, 2010

O Umbigo


A natureza está de parabéns por ter dado a cada ser humano o seu umbigo. O umbigo recorda-nos os primeiros meses da nossa vida, em que dependíamos da nossa mãe. Experiência de protecção, de gozo, de ‘calor’, quase o ‘céu’ na terra. Experiência também de pobreza, de dependência, de falta de autonomia e de liberdade pessoal. Estava-se tão bem dentro do ‘útero’ materno. Talvez por isso o ser humano seja tão obcecado por passar a vida, ou pelo menos parte da vida, a ‘olhar’ para o seu próprio umbigo. Nos momentos de tristeza, de desespero, regressamos frequentemente à contemplação do mítico passado uterino e enrolamo-nos. O umbigo é algo amigável, misterioso, fraternal.
         Nos últimos anos, a moda juvenil pôs os umbigos na rua. E o ser humano reforçou o lado umbilical da sua existência, convencido que não há melhor umbigo do que o seu. Muitas vezes, o factor determinante nas decisões humanas não é nem a inteligência, nem os sentimentos, nem sequer o estômago. O umbigo tem assumido o papel de motor afectivo nas decisões, criando em cada um a ilusão de que o ideal da própria auto-estima é fazer com que todas as coisas e sobretudo as outras pessoas girem em torno de si.
         Olhar de perto o umbigo impede o olhar em direcção aos outros, de conhecer outros e novos mundos. O mundo torna-se pequenino e o horizonte mesquinho. Provavelmente, Deus não imaginava que o ser humano passaria tanto tempo a olhar o seu umbigo e lhe daria tanta importância. Se nos voltasse a criar, desconfio que nos poria o umbigo na testa. Assim teríamos que olhar mais para o umbigo do outro do que para o próprio. E Deus terá umbigo? Arrisco a dizer que não, uma vez que Ele vive a sua existência a olhar não para Si mas para os outros.
Desconheço autor

30 março, 2010

O Presente que há em ti!

Havia um homem sábio numa aldeia, que guardava o único poço de toda a região.

Um dia, um menino aproximou-se e perguntou:

-O que há lá dentro?

-Ali está Deus.

-Deus está escondido dentro deste poço?

-Está.

-Quero ver. Disse o menino desconfiado.

O homem pegou-o ao colo e ajudou-o a debruçar-se sobre a borda do poço.

Reflectido na água, o menino pode ver o seu próprio rosto.

-Mas este sou eu?

-Isso mesmo. Disse o homem, tornando a colocar delicadamente o menino no chão.

-Agora já sabes onde Deus está escondido.



(Desconheço autor)

07 março, 2010

Saber fazer silêncio!


O silêncio! No meio do burburinho citadino e diário, nesta sociedade cheia de ruídos, cada vez é mais difícil apreciar o precioso silêncio. Até parece que as pessoas têm medo do silêncio! Uma pequena e conhecida história de quatro monges convida-nos a meditarmos sobre este tema.


"Quatro monges decidiram caminhar juntos em silêncio durante um mês. O primeiro dia correu maravilhosamente. Mas, passado o primeiro dia, um dos monges disse:
- Estou com dúvidas se fechei a porta antes de sair do mosteiro.
E disse um outro:
- Estúpido! Tínhamos decidido guardar silêncio durante um mês, e tu vens quebrá-lo assim sem mais?
Então disse o terceiro:
- E tu? Também acabas de o romper!
O quarto monge disse:
- Graças a Deus, sou o único que não falei!" 
 (FERREIRA, Pedrosa - Educar contando. Porto: Edições Salesianas; 1997)
 


O silêncio é necessário. Ele é presença e não ausência.
Não há que ter medo do silêncio.
O silêncio, iluminado pelo Evangelho, é essencial na nossa vida.

20 fevereiro, 2010

Arriscar


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os para uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala, o rei ordenava-lhes que se posicionassem em círculo e dizia-lhes, então:
- «Vocês podem escolher entre morrerem atingidos pelas setas dos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados.»
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
-«Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?»
-«Diga, soldado.»
-«O que havia por detrás da assustadora porta?»
-«Vá e veja você mesmo.»

O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que... a porta se abria para um caminho que conduzia à LIBERDADE !!!

O soldado, admirado, apenas olhou o seu rei, que diz:
- «Eu oferecia-lhes a escolha, mas preferiram morrer a arriscar-se a abrir esta porta.»

Autor desconhecido

09 fevereiro, 2010

Um Mestre chinês e o seu discípulo



"Era uma vez, um sábio chinês e um seu discípulo. Nas suas andanças avistaram, um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.
- O senhor vê aquela vaca? - Disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela dá-nos o leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem fizeram bem a primeira curva, disse ao discípulo:
- Volta lá, pega a vaquinha, leva-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vai lá e empurra a vaquinha.
Indignado porém, o discípulo assim o fez. E a vaca morreu.
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família e pedir desculpas.
Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que os seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro, antena parabólica. Perto do churrasco, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.
Devem estar a mendigar na rua, pensou o discípulo.
Aproximou-se do dono da casa e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá.
– Claro que sei. Estás a olhar para ela.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Estive aqui com meu mestre à alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que fez para melhorar a sua vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.”

31 janeiro, 2010

A jóia mais preciosa...


Ao atravessar o deserto, um viajante viu um árabe montado a cavalo junto a uma palmeira.
A pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objectos.
Aproximou-se dele, e disse: - Pareces muito preocupado, posso ajudar-te nalguma coisa?
- Ah! Respondeu o árabe com tristeza, estou muito aflito, porque acabo de perder a mais preciosa de todas as jóias.

- Que jóia era essa? - Perguntou o viajante.
- Era uma jóia como jamais haverá outra – respondeu o seu interlocutor.  
Estava talhada num pedaço de pedra da vida e tinha sido feita na oficina do tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais se agrupavam sessenta menores. Já vereis que tenho razão em dizer que jóia igual jamais poderá reproduzir-se.
- Por minha fé – disse o viajante – a vossa jóia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual? Voltando a ficar pensativo, o árabe respondeu:
- A jóia perdida era um dia, e um dia que se perde jamais se torna a encontrar…

Como tratei hoje esta jóia preciosa? 
Perdia-a? 
Rentabilizei-a?

O mesmo se pode aplicar ao ano que está a terminar... pensa nisso!
(desconheço autor)

Chamo-me felicidade!


Faço parte da vida daqueles que tem amigos,
pois ter amigos é ser Feliz. Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como você, pois viver assim é ser Feliz! Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente. Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do Amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final. Eu sou casada, sabiam? Sou casada com o Tempo. Ah... O tempo é lindo! Ele resolve todos os problemas. Ele reconstrói corações, ele cura machucados, ele vence a Tristeza... Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: A Amizade, a Sabedoria e o Amor. A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol... A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar. A do meio é a Sabedoria... culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao Pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos! O do meio é o Amor. Ah! como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar num lugar... Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas num... O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo! Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo...
e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu! Uma pessoa muito importante ensinou-me uma coisa... Tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final. Por isso, acredite sempre na minha família! Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e principalmente no Amor... Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à tua porta ! Tenha Tempo para os Sonhos... Eles conduzem sua carruagem para as Estrelas! 

(desconheço a autoria)

A Vida


Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver - um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria...
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar...
até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, primavera, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Felicidade é uma viagem, não um destino.
HENFIL

Pensa duas vezes…


Uma antiga lenda Índia, diz-nos que um dia um homem achou um ovo de águia e 
que o depositou num ninho de "galinhas do campo" para crescer com elas.
Toda a sua vida, a águia fez o que uma galinha faz normalmente.
Procurava na terra os insectos e comida. Cacarejava como uma galinha. 
Voava a alguns metros, e era uma nuvem de penas.
De toda a maneira é assim que voam as galinhas.
Os anos passaram. E a águia envelheceu. 
Um dia, viu um magnífico pássaro a voar no céu sem nuvens. 
Levantava-se com estilo, com a magnitude das suas asas.
"Que belo pássaro !" diz a águia aos vizinhos. O que é ?"
"É uma águia, o rei dos pássaros", diz a galinha.
"Mas não vale a pena pensares nisso. Nunca serás uma águia."
Assim ficou a águia, e não voltou a pensar duas vezes.
Morreu a pensar que era uma galinha.
Já pensou que podia ser, (tu, que me lês), uma galinha do campo?
Pense duas vezes...
(Desconheço o autor)

O SENTIDO DA VIDA


Um grande filósofo reflectia, dia a pós dia, acerca do sentido da vida.
Tinha dedicado os melhores anos da sua vida à solução deste enigma.
Tinha consultado os melhores sábios da humanidade.
Tinha a sua biblioteca cheia de livros.
Mas os anos iam passando e não encontrava resposta à sua questão.
Uma tarde, no jardim, reparou que a sua filha, de cinco anos,
estava tranquilamente a brincar. Aproximou-se dela e perguntou-lhe:
- Catarina, porque é que estás neste mundo?
A menina olhou para ele, abraçou-o e respondeu imediatamente:
- Para te amar, pai, para te amar.
Conta-se que o filósofo ficou tão surpreendido que deixou cair ao chão o livro que tinha nas mãos.
  • Afinal que sentido tem a nossa vida? A resposta pode vir da boca de uma simples criança. Deus criou-nos para a excelência e para vivermos o maior e mais belo mandamento do Amor.

Quem é idiota?


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
Respondeu o tolo:
- Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa: A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quem eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se fores ganancioso, acabas por estragar actua fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos. Por vezes, há vantagem em um homem inteligente armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente.
(recebida por mail)

Dar tempo ao tempo...


Aprender a dar tempo ao tempo é sabedoria do peregrino. Ir passo a passo, pacientemente, com a certeza de que hei-de chegar, sem entrar em ansiedade. O que é exactamente o contrário daquela doença do nosso tempo, o stress. "Nunca mais chego", "nunca mais acontece", "não sei se sou capaz", "começo a duvidar", assim é impossível chegar à meta. O peregrino, esse, confia no tempo e tem aquela tranquilidade persistente que acaba por vencer.
Vasco P. Magalhães, sj

O vendedor de balões


Um dia, estava uma criança negra num parque a observar um vendedor de balões. Este homem deixou soltar um balão vermelho, que atraiu o olhar de todas as pessoas presentes.
A criança viu em seguida um balão azul a subir muito alto, depois um amarelo e, finalmente, um branco. Todos subiram nos céus até desaparecerem de vista.
A criança negra ficou à espera que soltasse um balão preto. Mas começou a ficar surpreendida, pois o homem não se decidia a soltá-lo. Por isso, decidiu aproximar-se e perguntar-lhe: "Se soltar o balão negro, ele subirá como os outros?"
O vendedor de balões sorriu compreensivo para a criança e, enquanto soltava o balão preto, respondeu: "Não é a cor, mas o que têm dentro, que faz subir os balões".
(de Pedrosa Ferreira )

30 janeiro, 2010

Encurtar o Caminho






















“Por que é que o senhor nos faz perder tempo buscando Deus, quando já o conhece tão bem?”, disse um discípulo de Hasan de Basra.
“Podia contar-nos como Ele é”. “Sim”, respondeu Hasan de Basra.
“Mas acontece que, certa tarde, eu estava diante de um pântano, quando reparei que um homem se preparava para atravessá-lo.
Gritei: cuidado, porque você pode escorregar numa pedra e molhar-se todo!”. O homem me respondeu: “Se isto acontecer, eu serei o único a ficar sujo.
Entretanto, Hasan, se você escorregar e cair no seu caminho, todos os seus discípulos escorregarão e cairão contigo”. “A partir deste momento, compreendi: Deus é um desafio individual, cada pessoa é responsável por sua busca. Um mestre pode compartilhar sua experiência, mas nunca os seus resultados”.
Paulo Coelho
Nunca devemos esquecer que o encontro com Deus é pessoal. Deus dá-se-nos a conhecer. Mas a fé e a experiência de Deus é caminho que cada um é chamado a fazer.