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20 fevereiro, 2010

Arriscar


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os para uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala, o rei ordenava-lhes que se posicionassem em círculo e dizia-lhes, então:
- «Vocês podem escolher entre morrerem atingidos pelas setas dos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados.»
Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano:
-«Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?»
-«Diga, soldado.»
-«O que havia por detrás da assustadora porta?»
-«Vá e veja você mesmo.»

O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que... a porta se abria para um caminho que conduzia à LIBERDADE !!!

O soldado, admirado, apenas olhou o seu rei, que diz:
- «Eu oferecia-lhes a escolha, mas preferiram morrer a arriscar-se a abrir esta porta.»

Autor desconhecido

19 fevereiro, 2010

Um PowerPoint interessante


Hoje recebi um PowerPoint, por mail, e achei interessante. 
Fez-me pensar em muitas coisas.

Um discípulo comentava com o mestre perguntando, 
porque é que nós havíamos de conhecer de cor a Palavra de Deus 
se nos esquecemos e temos que aprender outra vez 
e nunca chegamos a conhecê-la toda.
O mestre disse-lhe: Vês aquele cesto de verga?
Pega nele e vai lá abaixo ao rio e enche-o de água e traz cá acima.

Ele assim fez.
Então que aprendeste, disse o mestre.
O cesto tem buracos e perdi a água toda.

Vai lá outra vez, disse-lhe o mestre.
Ele assim fez, uma e outra e outra vez.

No final a conclusão foi a mesma.
O mestre disse-lhe: Já reparaste que o cesto agora está limpo? Não reteve a água mas foi-se purificando. Assim acontece connosco os que aprendemos a palavra. Vamo-nos purificando mesmo que não consigamos reter toda a palavra.





1. Todos somos cestos com buracos.
2. Alguns cestos andam sujos.
3. Alguns andam limpos mas têm buracos como os outros.
4. Alguns andam sujos mas preocupados com os buracos.
5. Alguns andam sujos e têm buracos, mas preocupam-se com os buracos dos outros.
6. Alguns andam sujos e têm buracos mas só vêem a sujidade dos outros.
7. Alguns andam sujos e têm buracos e só pensam na sua sujidade.
8. Alguns andam sujos e com buracos mas preocupam-se em limpar a sujidade, embora nada façam para tapar os buracos porque sabem que não tem solução, faz parte da sua realidade humana.
9. Alguns sabem que andam sujos mas não se preocupam. Acham que quem está mal é quem está limpo.
10. Alguns passam pela água e ficam limpos.
11. Alguns quanto mais passam pela água mais sujos ficam
12. Alguns pensam que o problema é da água. E não é que têm razão?
É mesmo da água com que se lavam. Porque será que alguns pensam que andam sujos apesar de se lavarem por causa da água que usam e não mudam de água. Gostam da água suja e inquinada em que mergulham.
 A água da inveja, do ódio, da intriga, da divisão, da discórdia, da agressividade.
Não seria melhor procurar a água do perdão, da misericórdia e da paz?
Em que águas te andas a banhar?

09 fevereiro, 2010

Um Mestre chinês e o seu discípulo



"Era uma vez, um sábio chinês e um seu discípulo. Nas suas andanças avistaram, um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.
- O senhor vê aquela vaca? - Disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela dá-nos o leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem fizeram bem a primeira curva, disse ao discípulo:
- Volta lá, pega a vaquinha, leva-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vai lá e empurra a vaquinha.
Indignado porém, o discípulo assim o fez. E a vaca morreu.
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família e pedir desculpas.
Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que os seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro, antena parabólica. Perto do churrasco, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.
Devem estar a mendigar na rua, pensou o discípulo.
Aproximou-se do dono da casa e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá.
– Claro que sei. Estás a olhar para ela.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Estive aqui com meu mestre à alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que fez para melhorar a sua vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.”